Crônica de um fim de semana de verão
Ele não podia acreditar no que aconteceu. Era surreal. Beliscou-se até ficar marca. Mas era real. Ela ligou e falou que iria para sua casa. Sairia do litoral e iria visitá-lo na cidade grande.
Não era possível, fazia anos que não se falavam. A briga tinha sido feia e não havia espaço para reconciliações ou algo do tipo. A mágoa gerada e a cicatriz no coração eram irreparáveis para ambos os lados. Mas ninguém se lembrou disso.
Combinou de pegar ela no Metrô. Sabia que poderia explicar o caminho, mas recordou das ‘frescuras’ dela e que se tentasse explicar que teria que pegar três conduções e descer em algum ponto com referência, ela desistiria da idéia.
Com duas horas de antecedência já estava pronto. Barba feita, cabelo cortado, o perfume preferido dela e a melhor roupa.
Chegou cedo à estação. Ficou vendo revistas e jornais do dia, folheou um livro.
Passados quinze minutos do horário ela chegou. Problemas de trânsito na serra, alegou.
Estava linda, como sempre. Conversaram futilidades e se encaminharam para a casa dele.
No caminho falaram sobre faculdade, amigos que sumiram, com quem mantinham contato, como estava o trabalho, etc. Nenhuma palavra sobre o passado.
Ao chegarem no portão não resistiram e se beijaram. Entraram e ela elogiou o fato dele ser organizado, o quanto sua casa era aconchegante. Realmente, ele havia mudado muito.
Ele explicou que fora obrigado a se adaptar à força, que no começo foi difícil e que teve dificuldades para se virar sozinho.
Depois da conversa, ela explicou que precisava de um banho, pois estava cansada. Ele também havia tido um dia exaustivo e que também estava cansado.
Após o banho dela, ele também tomou uma ducha. Ao sair encontrou ela, mais linda do que nunca. Na sua cama.
Estava de lingerie provocante e perguntou, com voz suave, se não estava com saudades. Ele não pensou duas vezes e nem respondeu. A beijou dos pés à cabeça. Se amaram como a muito não faziam.
De manhã, ele acordou ela com beijos e um delicioso café da manhã. Tinha aprendido a acordar cedo no fim de semana e prepara o desjejum do jeito que ela gostava. Como uma criança, ela se espreguiçou e refletiu a luz do sol em seu sorriso. Não resistiram e se amaram novamente.
Passaram o dia juntos, como se fosse o último de suas vidas. Prepararam o almoço. Ela ajudou ele a lavar a louça e depois suas roupas. Assistiram filmes e se amaram novamente.
À noite chegou como num piscar de olhos. A lua, cheia e brilhante, refletia suas agonias de terem que se separar. Ela precisava voltar para a casa.
Foram até a estação, como se fosse para um funeral, tamanha a dor no coração. Se despediram com um longo beijo. Ninguém perguntou quando se veriam novamente e, durante o fim de semana, nada foi dito sobre o passado.
Ela precisava voltar para seu noivo, que estava chegando de viagem.
Ele acordou no dia seguinte com o celular tocando no modo despertador. Não sabia se havia tido um sonho ou se tinha sido real.
Na folhinha, a data indicava mais um domingo solitário.



March 7th, 2007 at 1:29 pm
…Caiu o queixo no chao.Vou cobrar mais crônicas.
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March 7th, 2007 at 5:44 pm
Falô, VERISSIMO!!!!!!!!!
hehehehehehe
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March 7th, 2007 at 5:48 pm
Fiz u comentário no seu texto de segunda-feira monótona!!!
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March 7th, 2007 at 7:50 pm
Olha se eu nao te conhecesse e soubesse da sua imensa imaginação diria que vc já pode escrever um livro, mas como sei mito bem quem é vc, reafirmo que já pode escrever um livro, mas que precisa ser mais discreto com relação a sua vida pessoal, eu e todos os que te conhecem bem, sabe que essa crônica surgiu de um dia solitário e pensando na sua boa e velha criatura heheheh mas no mais ta bem legal…. gostei de ver… continue assim, desse jeito logo, logo vc fica tão bom quanto o ronnie hehehehhehe Fuiiiiiiiiiii
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March 8th, 2007 at 9:31 am
Valeu pelos elogios galera! Mas acho que vou fazer uma por semana, e olhe lá.
Diego: Se você leu antes, essa parte vai ser uma mistura de realidade com ficção. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. rs
Ronnie: Você anda muito engraçadinho. rs
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