Essa terceira idade…
Declarei guerra aos velhinhos de São Paulo.
Não, não vou sair atirando, espancando ou tratando mal os já tão maltratados aposentados da nação. Só “declarei” guerra.
Explico, todo mundo sabe (ou pelo menos deveria) que é obrigatório tratar bem os idosos, mas esqueceram de avisar aos bons velhinhos que eles também devem tratar as outras pessoas com respeito.
O que eu vejo de idoso folgado por aí não está escrito no papel.
No banco, eles possuem atendimento preferencial, mas, dependendo do banco, para ser atendido é preciso pegar uma senha. Como alguns não sabem (e nem procuram saber) já vão direto para o caixa para serem atendidos. É o pobre do caixa falar que eles têm que pegar uma senha para serem atendidos para, em seguida, ser xingado de tudo quanto é nome.
Nos meios de transporte não é diferente. É incrível o que eu sofro com os velhinhos nos ônibus e metrôs da vida.
Sabe aqueles bancos preferenciais para eles, deficientes e tudo mais?
Então, na ausência deles os assentos são livres, mas, às vezes por conta do cansaço, eu durmo no ônibus ou no metrô. Dia desses caí na besteira de dormir num desses assentos. Foi batata. Encostou uma senhora do meu lado e começou a falar, falar, falar. Como não prestei atenção (estava dormindo) quando acordei ela começou a me ofender e nem dar chances de defesa. Pergunto: Custava me chamar e pedir o lugar? ou, pelo menos, tentar conversar civilizadamente?
No Metrô perdi as contas de quantas cotoveladas levei nos países baixos (geralmente são baixinhos) na hora de entrar nos vagões. Eles são os primeiros a empurrar, os primeiros a xingar e os primeiros a bater.
Eu sempre respeitei os idosos, mas seria bom que eles respeitassem os outros, pois assim mereceriam mais respeito.



Diz aí!