Como se arrebentar no Kart - parte final
Ao levantar, senti todas as dores possíveis. Dentro do macacão, tênis e até do capacete, havia grama para plantar um jardim. Meio mancando, fui em direção ao pessoal. Além de comentarem sobre a corrida, questionavam quem era e como estava o mané que bateu na quarta volta. O mané, claro, era eu. Como ardia a perna e, principalmente o lado esquerdo, resolvi atestar como estava meu corpo. “Apenas” algumas escoriações. Relatadas no post de ontem.
Ao voltar para o ‘paddock’, além da corrida, muitos comentavam do acidente, perguntando se eu estava bem e tudo mais. Ali tive noção da pancada.
Outra coisa engraçada foi o pessoal comentando sobre os incidentes da pista, os quais sempre estava envolvido. Tanto que resolvi ficar quieto ao chegar no sexto relato.
Depois, o Caio chegou em mim e falou que, pela batida, fiz bem em voltar para a pista, pois era capaz de nunca mais andar de kart, por causa de traumas ou coisa parecida. Pela dor que sentia, não duvidei do que ele disse.
Apesar dessa vergonha, terminando em último, com o pior tempo, estropiado e a quatro voltas dos líderes, adorei a experiência e não vejo a hora de correr novamente.
Dessa vez vou tentar me manter na pista e evitar tentar me matar, pois, apesar de ter brincado na sexta e gostado, hoje é terça-feira e ainda sinto dores pelo corpo inteiro.
Realmente não nasci para ser um Shummy, mas pelo estilo, cheguei perto do Villeneuve pai. rs



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