A sensação de pilotar aquele bichinho era incrível. A velocidade e a força ‘g’ que ele exercia no corpo era incrível. Mais ou menos parecida com aquela sensação ao andar de montanha-russa, com a diferença que você controla o carrinho.

Logo na terceira curva, rodei.

O carrinho era arisco. Quando achava que estava controlando o dito cujo, rodava. A pista era muito show. Com duas retas fantásticas que terminavam em curvas que davam para fazer com pé embaixo. O que faria eu me arrepender um pouco mais tarde.

Me classifiquei em último (óbvio), mas por erro dos caras que alinham o grid, saí na frente dos irmãos Ruiz e de mais um corredor, que não lembro o nome.

Uma pausa.

Antes da corrida, o Caio me perguntou se eu conhecia o que significava as bandeiras, falei de todas que conhecia. Quando falei da amarela, ele explicou para não se preocupar, pois essa só aparecia em caso de pancada feia. O que era meio difícil. Foi um erro de previsão dele.

Uma outra brincadeira que faziam, era a explicação para as placas de publicidade no final do retão principal. Eles diziam que quem acertasse a primeira placa ganhava ouro, a segunda prata e a terceira bronze. Isso porque para tal façanha era preciso atravessar a curva, passar pela grama, depois pela brita, para só aí, acertar os pneus e as ditas cujas.

Guardei bem esses ensinamentos.

Volta para a largada.

Claro que os mais experientes foram embora, mas tentei brigar com os que estavam do meu lado. Infelizmente, no mesmo ponto que rodei de cara na classificação, me custou todas as posições, mas segurei e continuei a caçada.

Ao completar a primeira volta, colei no Aguiar e, após passar a curva das placas, passei ele bonito, mas, por empolgação rodei logo em seguida, indo parar na grama.

Tentando alcançar ele, afundei o pé, o que me custou o primeiro acidente dolorido. Ao sair da segunda curva atrás da torre, perdi o controle, voei pelo gramado e acertei os pneus.

A partir daí sabia que correria sozinho e que não deveria atrapalhar os líderes. Por conta do susto anterior, fiz a terceira volta na manha e controlando bem o carro. Por sinal, a melhor das minhas voltas.

Isso me motivou a querer voar, ao passar o retão consegui fazer a curva das placas com o pé embaixo. Mas ao tentar endireitar o kart, passei por cima das zebras (exatamente onde está o kart no canto inferior direito), perdi a frente e, a mais ou menos 75 km/h atravessei a curva, ganhei mais velocidade na grama e me arregacei nos pneus, levantando poeira, espalhando pneus para tudo quanto é lado e… apagando momentaneamente.