Notas sobre a viagem a Goiás
Quando o Vagner me convidou para viajar junto com ele para Goiás, fiquei meio reticente em aceitar, pois era para um casamento (o quinto que vou no ano) de pessoas que não conhecia e com uma turma que, tirando o próprio Vagner, não fazia idéia de quem fosse.
Também ajudava o fato que, conhecendo meu amigo, iria ouvir forró, samba, pagode e sertanejo até não querer mais, fora que pensava em ir para o Interior visitar meu pai e meus tios, coisa que não faço já vão lá dois anos (passa rápido).
Mas, só de sair do sudeste pela primeira vez, encarar 2 mil quilômetros e 14 horas de viagem de ônibus, e conhecer gente e lugares novos já era motivo de sobra para me aventurar nessa. Mococa podia esperar.
Foi uma boa escolha. A viagem foi daquelas que entrará no rol das inesquecíveis. Conheci uma turma incrível e, sei lá, Aparecida de Goiânia é um lugar que visitaria novamente.
Como estou com preguiça de escrever, vou narrar a viagem por notas.
- Com fama de sempre ser o atrasado da galera, dessa vez não fui eu que atrasei a excursão, mas sim o Vagner, que estava preso em Guarujá. A sorte dele é que a madrinha também estava atrasada.
- A cerveja que era para durar a viagem de ida toda, não deu nem para sair da capital.
- Zabumba, pandeiro, triângulo e sanfona. Os forrozeiros animaram tudo ida, volta, durante a festa e no churrasco. Até eu curti.
- Mais de 30 horas de viagem. Isso porque o motorista se perdeu na ida e, na volta, o ônibus quebrou, fazendo todo mundo ficar 5 horas numa parada de caminhoneiro.
- Falando nessa parada. O tiozinho que serviu o povo atendeu com uma paciência para caminhoneiro que só vendo. Esculachou o povo umas 3 vezes.
- Nunca me sento perto de alguém interessante, quando sento, a menina tem 14 anos e me inferniza a viagem inteira. Só rindo mesmo.
- Durante a festa, só faltou o Vagner colocar fogo na cerimônia. Responsável por estourar uns morteiros – pedidos pelo pai da noiva – um voou baixo e as fagulhas quase caem em cima da tenda do pastor. Pelo menos ele encerrou a cerimônia, que já dava sono.
- “Me falaram: Depois de beijar a noiva e a salva de palmas… FOGO. E eu mandei fogo”, explicou o meu amigo, quando questionado pelo incidente.
- De quinta à segunda, não sei como meu fígado resistiu. Esse povo bebe muito. E come também.
- Na chácara, o mini-campeonato brasileiro foi uma vergonha para os paulistas. Perdendo de 7 a 1 para os goianos. Salvaram a honra ficando com o terceiro lugar, com um gol no último minuto em cima do time de PMs da cidade. A barriga dos PMs não influenciou no resultado por 5 a 4.
- Os goianos foram campeões batendo os paraíbas por 1 a 0. Aliás, Paraíbas tinha em todos os times. Povo sarrista, muito hilário.
- A piscina estava muito boa, pena que estava gelada.
- Aliás, cinco dias sem internet, banho quente, TV, rádio e qualquer comunicação do mundo fazem um bem danado.
É a segunda vez que faço uma viagem dessas com o Chiquinho (Vagner) e foi, novamente, irada. A primeira, no Rio de Janeiro, estraguei por causa de trabalho, apesar de termos zoado muito. Essa foi uma espécie de redenção.
Mais uma vez, Diego fez falta para completar o trio que tanto marcou a Unaerp. Mesmo assim, bagunçamos por ele também.
Agora é esperar a próxima viagem. Especulamos Natal.



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