Musa do Metrô - Edição Especial
Não é uma Musa do Metrô - está mais para uma Musa do Busão ou Lotação - mas a história é bem legal.
Escrito, redigido e revisado por Camilo Castelo, diretamente do blog-amigo-vizinho TUDOJUNTOMESMO II
Eu trabalhava em Pinheiros e tomava o ônibus na Henrique Schaumann pra ir pra casa. Logo que o ônibus entrou na Cardeal eu a vi. Como eu sou péssimo pra descrever as pessoas, vamos resumir: a moça era parecida com a atriz Débora Falabella, só que mais… ahn… atraente fisicamente.
Ela estava sentada naquele banco mais alto sobre o eixo traseiro, à janela, no lado direito do ônibus. Ao seu lado um sujeito muito grande dormia. Um conhecido meu sentado no banco em frente pegou minha mochila e eu fiquei em pé por ali. De repentemente (sic), o sujeito dormindo deitou a cabeça no ombro da moça e… continuou dormindo. Ela deu um chega-pra-lá com o ombro e o sujeito, sem acordar, se afastou um pouco para logo em seguida voltar a posição anterior.
Foi então que ela olhou para mim e eu sorri. Ela sorriu também e repetiu o movimento de repelir o grandão, sem resultado, mais umas duas ou três vezes.A cada tentativa ela olhava pra mim e sorria. Até que o cara a deixou em paz.
Nisso a gente já estava próximo à Eusébio Matoso. Eu olhei para o Shopping Eldorado, em seguida para ela, para o Shopping, para ela… Quando passávamos em frente ao benedito cujo, ela é quem fez o shopping-você-shopping-você. Demoramos, perdemos o ponto.
O cara que levava minha mochila não tinha percebido que eu estava ocupado (hehehe!) e puxou papo comigo sobre sei-lá-o-que e desembestou a falar. Ela percebendo minha má-vontade para com o cara só sorria.
Quando chegamos no Caxingui - íamos pela Francisco Morato - eu olhei lá pra frente como quem procura ver o Shopping Butantã. Em seguida olhei pra ela, ergui as sobrancelhas e pisquei. Ela repetiu meus gestos e fez que sim com a cabeça.
- Aê, mano. Deixa eu pegar minha mochila que eu vou descer no próximo. Valeu, hein? - falei pro conhecido.
Assim, sem termos trocado uma única palavra “falada”, ela se levantou e desceu do ônibus comigo. Fomos ao shopping, conversamos e tals.
Depois disso não a procurei mais. Sei lá, não rolou.Além disso, eu era muito sossegado pra querer algo com uma moça com um filho pequeno, recém-separada e – o pior de tudo - que ainda morava na casa da ex-sogra.



Diz aí!