Se o médico disser: fique em casa! Obedeça
Agosto é conhecido como mês do cachorro louco, também é conhecido como mês de grandes zicas, tragédias e momentos na humanidade que fazem o planeta ter vergonha de si mesmo.
No meu caso, é sempre o mês em que me fodo, com o perdão da livre espontânea palavra de baixo calão. Se for no fim do mês então, é melhor nem sair de casa.
Pois é, como não sei obedecer aos sinais do destino e nem recomendações médicas, como a do senhor doutor me recomendando descanso e remedinhos que dão sono, pois desde terça-feira estou com uma virose que me fez verter água e colocar para fora, seja por cima ou por baixo, tudo que consumia, foi melhorar um pouco que resolvi dar uma saída.
Pior merda que fiz.
Para ir até ali (o famoso ali) e fazer uma fezinha na mega-sena e pagar umas contas, resolvi ir de carro. Claro que o carro não é meu, mas como já estava autorizado que eu podia pegar, fui lá de kadetão descer a ladeira e esticar um pouco a canela.
Eis que, na hora de entrar num beco para estacionar o dito cujo, uma anta de Brasília resolve sair, sem seta, mão ou a bunda, indicando que sairia da vaga. No reflexo, desviei dele e, por estar num beco, acertei um corsa. Parado.
Na hora pensei a famosa expressão que todo mundo pensa nessas horas: “MEERDA. ME FUDI”. Desci para ver o estrago e, no Kadett, uma lanterna para o reino dos céus das lanternas e um pára-choque avariado. Olho o corsa, que parece ser de 94, 95 ou 96 e vejo que, o motorista, que estava dentro, além de ter um beiço inchado por ter acertado o volante, perdeu uma lanterna, um pára-choque, um pára-lama, a grade central, o capô, além de ter que morrer com a pintura.
Depois, a burocracia de sempre: toca para a DP, fazer o BO, chá de cadeira, pago tudo (vou fazer extra na Augusta, só assim) e vamos para casa.
Espero o Vagner chegar, esperando a fúria em pessoa.
Ele chega, pergunta quem bateu o carro e… tranqüilo, pergunta se está tudo bem comigo, que bom que não aconteceu nada e, a lanterna, paga outra. Mais normal, fala que sou um cabaço, bem feito que vou pagar o prejuízo e me zoa.
Como sempre.
Lembro porque sou amigo desse cara.
Daqui a pouco irei descobrir o tamanho da trolha que terei que arcar. Já posso esperar algo com areia, limalha de ferro e que irá me ferrar, no mínimo, uns 6 meses.
Por causa do nervoso, botei todo o almoço e café da tarde para fora de novo. Meu estômago está uma porcaria e minha cabeça arde que é uma beleza.
Baladas, descidas constantes ao litoral, kart, barzinhos com cerveja, planos, entre outras coisas, serão adiadas mais uma vez.
Ah, se eu ouvisse o médico…



Diz aí!