Lembranças, casamentos e algo que não sei bem o que é
E o Binho casou!
Não sabem quem é o Binho?
Explico. Fabiano, junto com a Daniela foi da mesma classe que eu nos três anos do Ensino Médio. Quem quiser saber quem é a Daniela dê uma olhada no meu orkut.
Mas voltando ao Fabiano… Ele casou!
A ficha ainda não caiu. Foi o quarto casamento que presenciei no ano. E, apesar de tudo, o que mais mexeu comigo.
Fabiano é daqueles amigos que, só não é mais próximo, por conta dos acasos e ralações da vida. Mesmo assim, sempre nos demos bem e fomos daqueles amigos que, quando se encontram, falam de tudo, de todos e que sabe que sempre será assim.
Vai ver por isso senti o baque. É um amigo próximo. Quase um irmão.
Meio moleque, boleiro e freqüentador de shows e bailes de carnaval. Onde, num desses bailes, conheceu sua esposa. Segundo a história, passando mal e vomitando. Ficaram e se casaram.
Confesso que quando ele entrou na igreja e no salão, senti algo estranho. Uma sensação de que o tempo está passando. Os amigos se arrumando e se ajeitando.
Quando vi o Fabiano com o sorriso no rosto vi a felicidade pura, espontânea e natural. Ali senti que estamos em outra fase da vida. Que as coisas não serão mais como antigamente. Que o futebol na praia nos fins de semana, que as festas do folclore, as bebedeiras, as quadrilhas, as paqueras que marcaram aquela época não voltarão mais e que ficarão para sempre na memória daqueles garotos do 2ºD e 3ºE que agora têm outras prioridades.
Aquele sorriso, completado com um abraço mais tarde, me fez sentir saudades daquele tempo e que, sim, assim tem que ser, pois não deve ser legal viver numa síndrome de Peter Pan e viver de farras até, vá lá, 50 anos de idade.
A turma daquele tempo esteve reunida, com várias ausências, cada um tomando seu rumo de um jeito. Um noivo, outro morando junto, outro enrolando, outro com dois noivados terminados e com um terceiro engatilhado e eu.
O casamento do Fabiano foi um divisor de águas e me deixou melancólico durante o fim de semana. Pensativo para falar a verdade.
Não sei o que acontecerá daqui para frente, aliás, acho que sei, mas espero, do fundo do coração, que o Fabiano seja feliz e que tenha sempre aquele sorriso, que está fincado na lembrança, durante essa nova etapa de sua vida.
Ps: Para variar, perdoem os erros, mas não tive saco de reler. Como são pensamentos soltos, devem ter alguns erros de concordância e até de pontuação. Agradeço se me avisarem.



Diz aí!