Sobre o assunto do momento - Tropa de Elite
Sinceramente, tudo que tinha que ser dito sobre Tropa de Elite, foi dito, reescrito, está sendo escrito e ainda aparecerá muita coisa a respeito do maior sucesso nacional de todos os tempos. Duvida?
Mais de 2 milhões – contando por baixo – de pessoas assistiram a versão genérica-made-in-camelot, ora batizada pelo nome original, ora por Elite da Tropa (nome do livro) ou simplesmente BOPE.
Até ontem, 800 mil haviam ido ao cinema conferir a rotina do Capitão Nascimento nos morros cariocas.
O que justifica todo esse sucesso, na minha humilde e desprezível opinião, é simplesmente o fato de ser um puta filme de ação passado no ‘quintal de casa’, feito por conterrâneos e com toda a sorte de palavrão, em bom português, que tenha direito. Ou vocês acham que motherfucker, shit, Kiss my ass, Son of bitch são droga, filho da mãe ou vá se danar?
Sim, o filme dá um mega tapa na cara da sociedade que, enquanto faz trabalho social na favela, dá um tapa na pantera e uma aspirada para relaxar, sustentando assim o tráfico sem a menor dor na consciência. Além de mostrar uma polícia corrupta e ineficiente (não diga), que é humilhada por outra master-fodástica-fins-justificam os meios.
Mas isso, que debata na aula de sociologia, antropologia, filosofia e outras logia pé no saco. Vamos falar do filme em si.
Tropa de Elite retrata o ano de 1997, época que o falecido papa João Paulo II visitará o Brasil e quer porque quer dormir na casa do arcebispo e amigo do peito do RJ, que mora no ‘sossegado’ Morro do Turano.
Como ninguém quer ver o papa achando uma bala perdida, o governador liga para o BOPE – Batalhão de Operações de Policiais Especiais e manda dar um jeito no Turano, para garantir o sono de Vossa Santidade.
Aí entra o mais novo super-herói brasileiro, o Capitão Nascimento.
Chefe de operações do BOPE, cabe a Nascimento dar um jeito no Turano.
Como está de saco cheio dessa vida, Nascimento não vê a hora de sair do Batalhão e ter um pouco de sossego, ainda mais que será pai. Mas antes, precisa cumprir a missão e achar um substituto à sua altura.
Aí que entra dois soldados esforçados e honestos: Neto e Matias.
Tudo que os dois querem é combater o crime e dar um jeito na polícia. Coisa que, infelizmente, parece impossível.
Após uma ação num morro, o destino da dupla cruza com o do Capitão Nascimento. Que escolherá, depois de um treinamento ‘leve’, seu substituto. Daí para frente, a vida de todos não será a mesma.
Para quem quer um equivalente americano, Tropa de Elite lembra vagamente As Duas Faces da Lei (filme que não fez tanto alarde por aqui) e Dia de Treinamento (esse sim, filmaço, que deu o Oscar para Denzel Washington), por conta da história de corrupção policial.
Como disse, Tropa de Elite é um senhor filme de ação e não deve nada a nenhum do gênero hollywoodiano. Seja em edição, fotografia, som, imagem, atuação, etc.
Curiosidades
- BOPE significa Batalhão de Operações Policiais Especiais.
- Para preparar o filme José Padilha trabalhou dois anos em investigações com a colaboração do BOPE, psiquiatras da PM e ex-traficantes.
- Para compor os personagens José Padilha entrevistou e ouviu histórias de 15 policiais, que conheceu depois que fez Ônibus 174 (2002).
- Apesar das contribuições do ex-capitão do BOPE, Rodrigo Pimentel, que escreveu em parceria com o sociólogo Luis Eduardo Soares o livro “Elite da Tropa”, Padilha afirma que o filme não é uma adaptação do livro.
- Em novembro de 2006 traficantes do morro Chapéu Mangueira, onde as filmagens eram feitas, seqüestraram parte da equipe que trabalhava no filme e roubaram as armas cenográficas. 59 delas eram réplicas e 31 verdadeiras, adaptadas para tiros de festim. As filmagens foram paralisadas por cerca de duas semanas.
- Após ter a equipe seqüestrada e as armas cenográficas roubadas durante as filmagens de Tropa de Elite, o diretor José Padilha teve uma cópia pirata do filme circulando antes de sua estréia nos cinemas. A cópia, que não era a edição definitiva do filme, foi vendida em camelôs 2 meses antes do lançamento.
- Dadinho e Zé Pequeno é o caralho! 04 pega a doze aí para mim!
Fonte: Adoro Cinema



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