Sei que prometi não escrever mais nada sobre futebol.

Mas hoje, 12 de dezembro de 2007, é uma data histórica e especial.

Há 15 anos, um garoto de 11 anos, acordava de madrugada sob os protestos da mãe para ver seu time tentar o segundo título mundial. Coisa que só o Santos da época de Pelé havia conseguido.

Lembro dos fogos, da rua escura e dos burburinhos dos vizinhos, esmagadoramente santistas, vibrando com os gols do Milan.

No final, com o gol espírita do Muller (deve ser por isso que ele virou evangélico) gritei, vibrei, corri pela casa e levei um tapa por ter acordado todo mundo.

Chorei muito com a emoção de ver a vibração do falecido Mestre Telê e do time por ter conquistado o mundo pela segunda vez seguida.

Para quem vê hoje, todos os times sul-americanos enfrentam os europeus no mundial com medo e na retranca. Tanto que o Sampa, no terceiro título, e o Internacional, no ano passado, ganharam assim, no português claro: na cagada.

Vendo o vídeo, notem como o jogo era corrido e lá e cá. Se quiser mais referências, cliquem nos vídeos laterais e vejam o jogo do Sampa com o Barça. Futebol bonito e cheio de alternativas entre os time.

O São Paulo montado pelo Telê era um time ferrado e fodástico. Infelizmente, duvido que há equipes atuando assim atualmente. Uma pena, mas vivemos a era da retranca.

Mesmo quem não é são-paulino, curtam o vídeo. Até o Galvão era diferente.

Para cair no clichê, parece que foi ontem, mas já foram 15 anos desde aquela época em que eu não me preocupava com tantas coisas.

Confiram o vídeo com os melhores momentos da partida.