Quase passa despercebido, mas há exatamente um ano tomei a decisão que mudou radicalmente a minha vida (clichê básico).

No dia 1º de fevereiro de 2007 – depois de uma inédita parceria bem sucedida no mundo bilionário das comunicações, que só deu errado porque deu certo – desiludido com o mercado jornalístico litorâneo e de saco cheio de falsas promessas que nunca davam em nada, resolvi me mudar de mala e cuia para São Paulo.

É engraçado ver, depois de 12 meses, como o tempo voa e também como aconteceram tantas coisas nesse período.

Durante essas 52 semanas conheci várias pessoas interessantes, fazendo novas amizades, (que sei que serão eternas) conheci novos amores, (que foram embora como as folhas do outono), firmei um compromisso sério (que por enquanto está indo às mil maravilhas) e estou me satisfazendo profissionalmente (coisa difícil de se ver em um ano de trabalho).

Triste só o fato de ainda não conhecer a cidade como gostaria, de não conhecer pessoas que sei que estão perto, mas a agenda impede de, pessoalmente, encontrar e dar boas risadas e, para encerrar, algumas outras coisas que não vem ao caso agora, mas, se não lembro, não devem ser lá muito importantes.

Muita gente diz até hoje que fui louco de ter tomado essa decisão, afinal, seria funcionário público, teria estabilidade garantida e trabalharia em horário fixo com um bom salário (até parece). Sim, fui louco, mas estou feliz.

Não me arrependo nenhum pouquinho de ter mandado Guarujá para a PQP. Só visito a cidade ainda porque meus familiares vivem lá. É uma cidade doente e, pelo jeito, não terá cura tão cedo. Só lamento pela minha família e os amigos que possuo lá.

Para as pessoas que fizeram desse ano de liberdade uma experiência fantástica, meu muito obrigado, em especial para o velho Vagner, que, apesar do gênio mano de ser, me acolheu em sua casa e ajudou muito com a malandragem da vida.

Pois é, já que abri o texto com um clichê, encerro com outro: Que venha mais um ano, de preferência, melhor que este que passou.