Ando meio desanimado com o blog e minha incompetência de tentar fazer algumas melhorias e não conseguir, como entendo pouco de linguagem CSS, HTML e programações em gerais, o dito cujo fica com essa cara verde doente e eu sem vontade de escrever ou atualizar essa bodega.

Prometo que vou tentar resolver isso o mais rápido possível.

Mas, já que estou aqui, falar sobre o fim de semana estranho que passei, principalmente que, finalmente, alguém se lembrou de mim para dar ou doar alguma coisa.

(Não, ingressos para o jogo do Curíntia não contam, apesar de ser um bom programa humorístico).

Enfim, voltando de um trampo externo estafante na maravilhosa Marginal Pinheiros em horário de pico na sexta-feira, o celular toca, praticamente me despertando do quase sono.

Do outro lado da linha, minha prima pergunta se não quero ir a um show de rock que iria ter no fim de semana.

- Do Ozzy???????

- Não, do Rod Stewart hoje. Tenho quatro convites.

-

-Alô?

-Posso te ligar mais tarde.

-Tudo bem, mas vê logo que o show é às 10 horas da noite.

Desligo e fico pensando, será que vale a pena?

Lembro que de graça até ônibus errado e corro para casa me arrumar. Com argumentos extremamente egoístas, convenço a companhia a ir junto.

Hora combinada no metrô, encontro minha prima, que fica muito fula em me ver acompanhado, e minha tia.

“Caceta, família de velha doida metida à jovem”, pensei.

Mal sabia que estaria errado no meu pensamento.

Todo mundo segue para o chiqueirão.

Estádio esse que, exato um mês atrás, vi o melhor show de todos os tempos.

Toca para arquibancada e sentamos no concreto duro e gelado do Palestra.

Óbvio que, por conta do horário, perdemos o show de abertura de Nando Reis. Olho ao redor e só vejo tiozinhos e vôzinhos.

Aí que vi que quem estava no lugar certo era minha tia e não eu.

O velho, meio alegre, entra e começa o show.

Músicas do tempo que se escrevia foda farmácia com PH. Minha tia, e um monte de tiozinhos, dançavam empolgados, com aqueles passinhos hilários.

Um frio de rachar e as duas mulheres ao meu lado me olhando com cara de ódio, por motivos diferentes. O vento que soprava ali, parecia que estava só rodando na área do estádio.

Reconheço umas duas músicas e chego até a cantar, mas não me mexo de onde estou, tamanho o gelo que estava.

Fim do show e a terceira idade que estava ali sai feliz. Alguns com filhos, que, pela cara, provavelmente foram obrigados a vir.

Lembro que não gastei nada e, como não tinha nada para fazer na sexta, até que foi um programa legal.

O show lembrou muito um baile de formatura/casamento/debutantes, mas deu para dar risada.

Não pagaria para ver, mas de graça…