Cadê o Gerente?
Por Daniella Velloso
Na sua opinião, o quanto a atuação desse profissional influencia o grau de sucesso dos projetos que ele gerencia?
Gerenciar o desempenho individual e coletivo de colaboradores é uma atividade indispensável para a competitividade de qualquer empresa. Alinhar as atividades diárias de pessoas e grupos com o cronograma e expectativa do cliente é uma premissa.
A maior interação entre gestores e colaboradores eleva a produtividade e qualidade e ponto.
O gerente encabeça uma equipe, ele dá a direção do projeto e dita o ritmo do mesmo. É ele quem deve gerenciar as crises e ultrapassá-las com uma boa estratégia. Olhar o todo, enquanto cada profissional foca em sua responsabilidade.
Além da visão do negócio, do senso estratégico e de planejamento, ele tem que ser um líder nato.
Motivos diversos que o fazem ganhar mais – bem mais – que os membros de sua equipe. Sempre que apresentava uma resposta de atuação, dividia os créditos do sucesso, mas assumia as responsabilidades do fracasso. Isso não é valoroso, é obrigação.
“Cara, te pagam mais para isso! Te exigem mais qualificações para que você possa suprir/dirigir um time!”
Quando vejo um gestor colocando a culpa nos membros da equipe, já fico com o pé atrás. É o principal indício de que ele não sabe gerenciar. Lógico? Nem tanto.
Existem empresas e em-Presas (entre garras…rs).
Em uma gestão horizontalizada (gestão voltada a processos), estes profissionais medíocres são detectados rapidamente, mas em uma gestão verticalizada (gestão funcional) eles permanecem por uma vida. É tanto cacique para pouco índio, que as questões se perdem no meio de tanto disse-me-disse.
Os maus gerentes (ou chefes) são como parasitas, se alimentam do talento dos outros e sobrevivem às custas de colocar a culpa sempre em quem não está.
Segundo Peter Barth – psicólogo organizacional e autor do livro “A Falácia do Poder de Posição” – maus chefes são prejudiciais a saúde.
Barth afirma que existe um efeito “cascata” de estilo de liderança: “se alguém faz carreira numa organização e os líderes que encontra ao longo da sua trajetória são autoritários, que protegem suas posições e não abrem o jogo com seus subordinados, provavelmente esta é a cartilha pela qual ele vai se guiar quando tiver a oportunidade de liderar os outros”.
Sendo assim, pode-se dizer que se trata de berço: o perfil de um líder é formado por suas experiências durante sua trajetória profissional.
Por meio da postura do líder, fica mais fácil identificar o seu perfil. “A postura está diretamente relacionada ao seu caráter, à imagem que faz de si mesmo e ao seu nível de auto-estima”, ressalta Barth.
Sendo assim, ganha muitos pontos aquele que gostar de si mesmo e tiver elevada auto-estima. “O líder ruim tem problemas para se aceitar, não está satisfeito com si próprio e projeta isso nos outros, reclamando de todos”.
Outro ponto é o foco: o bom líder está preocupado com sua equipe: quer ajudar seus subordinados e contribuir para o sucesso de cada um deles. Em contrapartida, o líder ruim só tem uma preocupação: com ele mesmo!
Nas pequenas empresas, com lideres ruins, os talentos são os que saem – uma questão de tempo e oportunidade – e não os que ficam.
Chefe é o principal encarregado de dirigir um serviço, Gestor é um gerente de talentos alheios. O mesmo vale para o empregado que tem um emprego e o colaborador que colabora.
A você que é um talento: não se contente com pouco, nem se acostume com o que vê de errado. O mundo dá suas voltas e nessas, todos colhem exatamente o que plantaram.
Aguarde a sua oportunidade e descubra que existem empresas em que é gratificante e vale a pena trabalhar!



outubro 10th, 2008 at 7:24
Texto perfeito !
eu estou cursando a faculdade de adminstração de empresas e lá estudamos tudo isso que vc descreveu sobre um líder e na teoria é bem bonito , mas na pratica nós so encontramos pessoas que só pensam em si e estão sempre procurando alguém em que por a culpa de um erro, mas mesmo assim ainda acredito que isso pode ser mudado e que se cada um fazer o que acha certo trazendo os valores conceitos que recebemos em casa isso pode mudar é claro que é muito fácil voce copiar o erro do outro e é muito mais dificil vc encarar os problemas mas ainda sim eu acredito que isso possa mudar…
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Daniella reply on outubro 10th, 2008 14:29:
Oi Hérica,
Fico feliz, pois vc ainda está cursando, mas já percebeu que existem dois tipos de profissionais bem diferentes. O que conquista pra si (passageiro) e o que constrói (legado).
Cuidado com os exemplos com os quais você irá cruzar por aí, não se deixe influenciar, nem amargurar.
bjo,Dani
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Marcos Bonilha reply on outubro 11th, 2008 13:35:
Hérikinha, tem resposta para você lá no blog.
Beijos e obrigado pelo comment.
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outubro 14th, 2008 at 17:19
Prima, excelente! Vejo que esta é uma realidade comum entre empresas…sejam elas pequenas ou grandes…
Ótima redação!
Bjs!!
Dea
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outubro 14th, 2008 at 20:18
[...] questão da minha demissão não deve ser debatida aqui, mas o texto da Dani, uns dois posts abaixo, explica bem o que vem ocorrendo no local onde [...]
outubro 21st, 2008 at 16:49
É uma situação complicada a maneira com a maioria das empresas tupiniquins haje em relação aos seus funcionários…
Essas, instituem uma relação de imposição aos seus funcionários, tornando muitas vezes a vida deles extremanente chata, criando a sindrome da segunda-feira entre os funcionários, fazendo com que uma, possível, excelente equipe seja apenas alguns indivíduos protegendo o seu. Isso cria uma situação competitiva nada saudável, uma vez que esse indivíduos passam a cada vez mais “se enquadrar” no perfil da empresa e pisar em cima de seus colegas.
Deixo uma pergunta no ar…
Por que será que as empresas que mais crescem hoje em dia, com excessão a bancos, prezam pela união dos funcionários, pelo bem-estar, pela não sindrome da segunda??? Por que será?
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novembro 12th, 2008 at 16:35
Porque uma organização é um ser vivo. Seus funcionários os órgãos fundamentais.
É preciso implementar no Brasil a cultura americana do ganha-ganha, ou seja, um negócio só é bom quando é bom para todos. Nada de ser esperto, nada de ser malandro. Quem age assim só ganha uma vez.
Os funcionários da empresa, sempre serão os principais formadores de opinião.
Uma vez o Marcelo Lacerda (ex dono do Portal Terra), me disse: eu tinha um gasto muito alto com itens de papelaria…um dia pedi a todos que tivessem mais critério no usi destes materiais. No mês seguinte o custo saiu pela metade. Vi funcionários catando clipes do chão.
Sabe pq? Quando cresci, trouxe todos junto.
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