Pois é pessoal.

Ontem estava com um post bem bacana na cabeça, sobre o fim de semana futebolístico, em que fui, finalmente, assistir a um jogo do poderoso Juventus na Rua Javari (infelizmente 0×0 contra o fraco Atlético Sorocaba) e depois fui jogar futebol com uma galera do Twitter.

Enfim, a idéia era essa, falar sobre o dia, torcedores do Juventus, o fato dos juventinos terem um time grande para simpatizar (no caso do Corinthians, pequeno mesmo, segundo os próprios) e não o contrário. Contar sobre os pernas de pau que compareceram a uma quadra alugada, com direito a churrasco, para desfilar sua brancura e barrigas nerds no society e meu ótimo desempenho como armador, com passes precisos e assistências milimétricas.

Mas não deu, ontem, logo cedo, fui chamado à sala de minha chefe e a dita cuja me comunicou que não faço mais partes dos planos da empresa, pois estão com contenção de custos, não dá para ficar com todo mundo, wiskas sachê e aquele blá-blá-blá todo.

Quando ela terminou, perguntou se estava tudo bem, se eu queria um copo d’água, se ia chorar (sério!) ou que fosse.

Os outros dois chefes, quando foram falar comigo, fizeram as mesmas perguntas (menos a das lágrimas) e eu disse que estava tudo ok, normal.

A questão da minha demissão não deve ser debatida aqui, mas o texto da Dani, uns dois posts abaixo, explica bem o que vem ocorrendo no local onde trabalhava.

O que não entendo é porque todo mundo acha que o fato de ser demitido é o fim do mundo.

Eu acho que era a pessoa mais normal e tranqüila do mundo ontem no escritório, mas, o excesso de preocupação – se eu estava bem, se iria me matar, quebrar tudo, etc. Isso realmente me incomodou.

Será que as pessoas acham que o simples fato de ser demitido é o fim do mundo?

Para mim, simplesmente é o recomeço, hora de mudar e se fortalecer. Pensar o que estava errado e trabalhar esse erro, enfim, nada que seja comparado a um pé na bunda sentimental (o que para mim também tem o mesmo efeito da demissão), perda de alguém querido, ou uma final de campeonato com gol contra aos 49 do segundo tempo.

As pessoas precisam repensar essa situação, senão, o mundo que já anda chato para cacete, vai ter mais um motivo para o povo continuar em estado de paranóia coletiva e mais estressados.

Aí, para alguém sair matando a torto e direito em escolas, jogar aviões em prédio, explodir hotéis e embaixadas, vai ser um pulo.

E tudo porque foi demitido, ora pois.

Agora, se souberem de alguém que precisa de um jornalista, me avisem. :)