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	<title>Blog do Lua &#187; Cotidiano</title>
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	<description>O mundo pelo ponto de vista do Bonilha</description>
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		<title>Enquanto isso, em um trem lotado</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 16:59:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bonilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Outros autores]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Relato do amigo jornalista Aparecido Francisco no retorno do trabalho para casa, em um trem confortável e com pessoas de boa índole, educação e bom papo. A caminho de casa, após mais um dia de trabalho, sento-me no banco do trem, junto à janela, na estação da Luz. A composição, que tem como destino a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Relato do amigo jornalista Aparecido Francisco no retorno do trabalho para casa, em um trem confortável e com pessoas de boa índole, educação e bom papo.</em></p>
<p>A caminho de casa, após mais um dia de trabalho, sento-me no banco do trem, junto à janela, na estação da Luz. A composição, que tem como destino a estação Guainazes, na Zona Leste, aguarda estacionada.</p>
<p>Pessoas esbaforidas correm para entrar nos vagões e disputam cada lugar vago, como se defendessem suas próprias vidas. É a lei da selva. Vale empurrar, furar fila, tomar a frente das pessoas. Tudo para garantir um lugar para ir sentado, pelos próximos 30 minutos, tempo que dura o percurso.</p>
<p><a href="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2009/07/Metro_lotado.jpg"><img src="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2009/07/Metro_lotado.jpg" alt="Metro_lotado" title="Metro_lotado" width="448" height="301" class="aligncenter size-full wp-image-1143" /></a></p>
<p>Perplexo, do banco onde estou, observo as pessoas se acotovelando, empurrando, se jogando sobre os bancos vagos, até que três adolescentes (um rapaz e duas moças) se sentam próximo a mim. Dois sentam-se em um banco na vertical, a frente do meu, e uma das moças senta-se ao meu lado.</p>
<p><span id="more-1142"></span></p>
<p>As duas usam calças de cintura baixa, deixando expostas suas barrigas e o início do rego da bunda (o popular cofrinho). </p>
<p>A que se encontra ao meu lado é morena, de cabelos pretos, e extremamente gostosa. Já a que senta-se com o garoto é mais magra, bem mais clara e tem os cabelos pintados de vermelho.</p>
<p>O trem dá sinal de partida, as portas se fecham e a viagem se inicia. Então a adolescente que está ao meu lado puxa conversa com os outros dois.</p>
<p>- E aí mano, falou lá com o seu irmão? – dirigindo-se ao rapaz.</p>
<p>- Do quê?</p>
<p>- Que eu tô a fim de ficar com ele?</p>
<p>- Ih, se liga, meu irmão tem namorada.</p>
<p>- E daí? Eu também tenho namorado. Você também não tem namorada e fica com a minha irmã? É sério, vamo marca um role nos quatro.</p>
<p>Nesse instante toca o celular da garota. Era o namorado. Ela então, toda melosa, faz inúmeras juras de amor e combina de encontrá-lo mais tarde. A conversa dura quase 10 minutos, até que finalmente se despedem e ela desliga. O rapaz começa a tirar sarro.</p>
<p>- Putz mano, esse cara é um boi&#8230;Um boizaço! Rsss</p>
<p>- Por quê? Eu só fiquei com quatro caras desde que a gente tá namorando.</p>
<p>A garota então tira uma aliança de compromisso do dedo e a entrega ao rapaz.</p>
<p>- Olha aí.</p>
<p>O rapaz lê um nome masculino gravado e a data do início do namoro.</p>
<p>- Caraí, vocês tão junto há quatro anos?</p>
<p>- É fio, tá vendo aí?</p>
<p>Ele então tenta colocar a aliança no próprio dedo, mas não entra. Ele então faz uma piadinha:</p>
<p>- Seu anel é muito apertado, meu dedo não entra rssss</p>
<p><a href="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2009/07/Metro_lotado_2.jpeg"><img src="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2009/07/Metro_lotado_2.jpeg" alt="Metro_lotado_2" title="Metro_lotado_2" width="256" height="323" class="aligncenter size-full wp-image-1144" /></a></p>
<p>A outra garota, a única que gravei o nome, chamava-se Shirlei. Até então uma espectadora da conversa, ela caiu na gargalhada com o comentário do garoto e não se conteve.</p>
<p>- Apertado? Deixa o seu irmão ver o tamanho&#8230;rsss</p>
<p>A que estava ao meu lado, retomando o anel do rapaz, complementou.</p>
<p>- Ele vai ver o tamanho que tem Roma rsssss. O pai te ligou hoje Shirlei?</p>
<p>- Ligou. Ele perguntou de você.</p>
<p>A garota do anel então se adiantou em explicar ao garoto.</p>
<p>- É que eu e a Shirlei somos irmãs só parte de pai, ta ligado? O nosso pai engravidou a minha mãe mas tinha um caso com a mãe dela e aí ela engravidou também.</p>
<p>O rapaz imediatamente se empolga com a história.</p>
<p>- Caraí, então ele meteu a piroca na sua mãe e depois na mãe da Shirlei? O cara é foda, hein!</p>
<p>- Nosso véio é foda, mano. Né não Shirlei?</p>
<p>- É. E o pior é que ele é maió novo, mano, só tem 37 anos. Maió mulecão. Cê acredita que ele vai pra balada com os moleque lá da rua?</p>
<p>- E além da gente, ele tem outro fio aí, com outra mulher, que a gente sabe. Minha mãe é que é troxa, só fica em casa, num sai pra lugar nenhum. Se eu fosse ela ia à forra também.</p>
<p>O rapaz então emendou:</p>
<p>- E a sua mãe é gostosa assim como você? Se for, eu mesmo dou uns cato nela.</p>
<p>- Vai se fudê mano. Você já cata a minha irmã.</p>
<p>Shirlei ria da conversa dos dois, sob os olhares de desaprovação das pessoas que estavam em volta e que forçosamente também ouviam a conversa.</p>
<p>- Seu pai num cato duas? Eu também quero cata rsss</p>
<p>- Meu pai é foda. Ele é maió legal assim. Se ele não fosse meu pai eu até dava uns cato nele, tá ligado? Apesar que eu não curto homem mais velho.</p>
<p>- Nossa, o veio deve manda bem na mulherada, né não? Acho que eu vô ligá pra ele pra pegar umas dicas rss. Mas quantos anos vocês têm?</p>
<p>- Eu tenho 17 e a Shirlei tem 15. Eu tinha dois anos quando ele engravidou a mãe da Shirlei.</p>
<p>A garota citada então faz questão de esclarecer.</p>
<p>- Ele ficava com a minha mãe só que ela não sabia que ele era casado. Aí, depois que ela engravidou, é que ela ficou sabendo e então mandou ele embora.</p>
<p>- Aí ele voltou pra minha mãe.</p>
<p>- E ela aceitou assim numa boa? – perguntou o rapaz.</p>
<p>- Aceitou, ué. Você nunca ouviu aquela história de que amor de pica é amor que fica fio? Rsss</p>
<p>- É por isso que vocês duas gostam tanto da coisa, não é? Rsss</p>
<p>- Lógico. Eu com 12 ano já tava experimentando&#8230;rssss</p>
<p>- E você, amor, experimentou com quantos anos? – perguntou o garoto a Shirlei.</p>
<p>- Com 13.</p>
<p>- Nossa mano, então já passou a torcida do Corinthians toda por aí rssss É por isso que você riu quando eu disse que o anel da sua irmã era apertadinho?</p>
<p>- Lógico. O meu e o dela já tão mais largo que o túnel do metrô rssss</p>
<p>Neste momento, o maldito alto falante do trem interrompe: “Estação final Guainazes. Favor desembarcarem nesta estação”. Em seguida os três se levantam. As duas garotas puxam suas calças para cima, ajeitando-as no corpo com um rápido rebolado e então todos descem da composição.</p>
<p><small>&#8220;Aparecido Franciscos é jornalista, trabalhador e, depois de torturantes anos ouvindo várias histórias do tipo nos ônibus de Guarulhos, agora é obrigado a curtir as melhores pérolas no Expresso Leste Luz-Guaianazes. Ele ainda acredita na humanidade. Ou não.&#8221;</small></p>
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		<title>Chutando o balde</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 00:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bonilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Desafio]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Concurso Público]]></category>
		<category><![CDATA[Desempregado]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>

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		<description><![CDATA[Semana passada completei 3 meses parado, levando em consideração que fiquei de papo para o ar três semanas, já se vão, oficialmente, dois meses e duas semanas sem um trabalho. E isso já está me preocupando. Não gosto de ficar parado, ainda mais quando as contas chegam e você só tem o seguro-desemprego (tem hífem?) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada completei 3 meses parado, levando em consideração que fiquei de papo para o ar três semanas, já se vão, oficialmente, dois meses e duas semanas sem um trabalho.</p>
<p>E isso já está me preocupando.</p>
<p>Não gosto de ficar parado, ainda mais quando as contas chegam e você só tem o seguro-desemprego (tem hífem?) como porto seguro.</p>
<p>Já sabendo que só me lasco nessa profissão abençoada (seria o contrário?) que escolhi, resolvi fazer que nem o <a href="http://cartumcombobagem.blogspot.com/" target="_blank">Moiza </a>e chutar o balde, me dedicando a concursos públicos.</p>
<p>Escolhi dois para começar: Técnico em Gestão Previdenciária, da São Paulo Previdência (heim?) e Técnico Administrativo da Anatel (Cuma?).</p>
<p>Esses só para começar já que exigem nível médio, pagam bem e as provas estão perto.</p>
<p>Como disse uma vez, a idéia é subir de concurso em concurso, até chegar ao patamar do melhor custo/benefício (estresse no trabalho x salário alto).</p>
<p>Levando em consideração que as provas estão perto (ambas em março) vai ser meio difícil ser aprovado em ambos, mas não custa tentar.</p>
<p>Continuarei enviando meus currículos para tudo quanto é lado e me cadastrando em vários sites, mas é melhor parar de sonhar – como disse uma vez à uma <a href="http://www.cadernoinsone.blogspot.com/" target="_blank">amiga </a>– e fincar de vez os pés no chão.</p>
<p>Caso alguém vá fazer algum destes processos seletivos, entre em contato para trocarmos umas idéias.</p>
<p>Só peço que me desejem sorte.</p>
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		<title>Óia eu aqui</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 20:49:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bonilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Limpeza Doméstica]]></category>
		<category><![CDATA[Texto Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia corrido. Nem saí de casa, só arrumando coisas, limpando a casa, lavando louça, dobrando roupas&#8230; Vida de dono de casa não é fácil. Tudo embalado ao som de Pearl Jam, Kiss e Scorpions. Pelo menos, incentivo não faltou. Mesmo assim, já não agüento mais essa vida. Tenho que arrumar um trampo&#8230; Urgente. Daqui a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia corrido. </p>
<p>Nem saí de casa, só arrumando coisas, limpando a casa, lavando louça, dobrando roupas&#8230;</p>
<p>Vida de dono de casa não é fácil.</p>
<p>Tudo embalado ao som de Pearl Jam, Kiss e Scorpions.</p>
<p>Pelo menos, incentivo não faltou.</p>
<p>Mesmo assim, já não agüento mais essa vida.</p>
<p>Tenho que arrumar um trampo&#8230; </p>
<p>Urgente.</p>
<p>Daqui a pouco volto.</p>
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		<title>Entendendo a crise financeira mundial</title>
		<link>http://www.blogdolua.com/2008/10/entendendo-a-crise-financeira-mundial/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 01:13:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bonilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Outros autores]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado de Capitais]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Isso é uma forma didática de explicar a crise americana.&#8221; É assim: -O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça &#8220;na caderneta&#8221; aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. -Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Isso é uma forma didática de explicar a crise americana.&#8221;</p>
<p>É assim:</p>
<p>-O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça &#8220;na caderneta&#8221; aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.</p>
<p>-Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).</p>
<p>-O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.</p>
<p>-Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.</p>
<p>-Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&#038;F de lá, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ).</p>
<p>-Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.</p>
<p>-Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. </p>
<p>E toda a cadeia sifu, incluindo todos que estão lendo este texto.</p>
<p>Acho que muita gente deve ter recebido e lido esta mensagem, mas achei interessante e resolvi publicar.</p>
<p>Como não tinha o autor, não tem como dar o crédito, se aparecer o dito cujo, darei o devido crédito ao texto.</p>
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		<title>Eleições 2008 &#8211; Nova esperança em Guarujá</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 15:20:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bonilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alegria]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças]]></category>
		<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Farid Madi]]></category>
		<category><![CDATA[Guarujá]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeito]]></category>
		<category><![CDATA[Professora Antonieta]]></category>
		<category><![CDATA[Vereadores]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz tempo que não escrevo algo que preste faça refletir por essas bandas. Como o assunto do momento são as eleições (e a crise financeira) achei por bom tom dar minha opinião sobre o assunto. Como sobre São Paulo, capitais do Brasil e cidades-centro de regiões metropolitanas já foi falado tudo que tinha direito, vou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz tempo que não escrevo algo que preste faça refletir por essas bandas.</p>
<p>Como o assunto do momento são as eleições (e a crise financeira) achei por bom tom dar minha opinião sobre o assunto.</p>
<p>Como sobre São Paulo, capitais do Brasil e cidades-centro de regiões metropolitanas já foi falado tudo que tinha direito, vou salientar sobre a minha última eleição na cidade em que passei 15 anos da minha vida.</p>
<p>Acho que já falei aqui como “amo” Guarujá, por conta de seus diversos problemas e do povo que lá vive (estou com preguiça de procurar os textos e inserir os links), como o atual prefeito se mostrou uma decepção completa (o turco tem mais de 100 processos nas costas, fora as suspeitas e acusações que o cercam) fiz questão de descer a serra e fazer valer meu dever cívico.</p>
<p>A grande questão era em quem votar, pois as outras opções não eram assim tão boas, com exceção de uma, mas que possuía um problema onde o simples fato de me fazer digitar 1-5 já me fazia pensar no assunto.</p>
<p>Como conhecia a pessoa e seu histórico, ignorei esse pequeno problema e mandei bala na urna eletrônica, torcendo para ela ir para o segundo turno e acabar com a dinastia turco-otomana na cidade.</p>
<p><span id="more-882"></span></p>
<p>Qual não foi minha surpresa, ontem, quando cheguei em casa e vi que a Professora Maria Antonieta, docente de escola pública e íntegra em todas as suas participações políticas até aquele momento – vereadora e assessora parlamentar – era a nova prefeita de Guarujá, eleita em primeiro turno e derrotando a máquina pública e o jogo sujo do atual alcaide.</p>
<p>Antonieta, agora excelentíssima prefeita, não só derrota um governo de mandos e desmandos, como humilha o careca do poder, não dando chances para um provável segundo turno que era dado como certo, mostrando que o povo do Guarujá, quem diria, aprendeu a votar em eleições majoritárias.</p>
<p>Só falta aprender a votar no legislativo, mas isso é questão de tempo.<br />
Agora, caindo na real e pensando num futuro governo peemedebista-feminino na cidade, vou especular sobre os prós e contras dessa nova era na cidade litorânea e porque isso pode dar certo e errado na Ilha de Santo Amaro.</p>
<p>Prós</p>
<p>A integridade e honestidade de Antonieta;<br />
Como não teve segundo turno, não precisa fazer acordos escusos para receber mais apoio;<br />
Uma mulher no comando;<br />
Provavelmente cortará gastos e enxugará (e bem) a máquina<br />
Investimento na área social;<br />
Por ser professora, dará boa atenção para a educação;<br />
Propostas pé-no-chão, sem grandes arroubos de megalomania;<br />
Vontade de trabalhar;<br />
Adepta do governo participativo e popular, oferecendo diálogo para a oposição e a população.</p>
<p>Contras</p>
<p>Sua vice é a viúva de um dos maiores coronéis do Guarujá, com a família querendo recuperar o poder;<br />
Sua base na Câmara não é muito boa e, provavelmente, terá que ceder (ou se vender) – e muito – para poder governar;<br />
Falando em Câmara, a forte oposição que irá encontrar, ainda mais com muitos sanguessugas de volta à Sala Santos=Dummont<br />
A provável dívida que irá herdar da atual gestão;<br />
Rezar para a prefeitura não ser, literalmente, saqueada até primeiro de janeiro;<br />
O bando de encostado que está na PMG que, provavelmente, vai infernizar sua vida;<br />
Os encostados da época do coronel que, provavelmente, vão querer voltar com o aval da vice;<br />
A famosa turma do quanto pior, melhor;<br />
A pressão por mudanças imediatas podendo transformar a esperança da população em decepção;<br />
E, por último, a corrupção endêmica de Guarujá, cidade que foi considerada a terceira mais corrupta do Brasil.</p>
<p>Enfim, é isso. Até deu vontade de voltar para a Ilha de Santo Amaro, mas, apesar de otimista, não sou burro e, como estou muito bem aqui em Sampa, já, para a próxima eleição, irei transferir meu título para a (ex) Terra da Garoa.</p>
<p>Desejo muita sorte à Professora Antonieta e, espero, que consiga realizar um bom governo em Guarujá.</p>
<p>Encerrando o assunto, quanto às eleições, mais importante que o voto, é a fiscalização da população. Não adianta reclamar da política para o seu vizinho, colega de trabalho, cônjuge e amigos, se você não assiste à uma sessão da Câmara, não acompanha o trabalho de seu parlamentar/prefeito/governador/presidente e não se preocupa com o que acontece ao seu redor.</p>
<p>Se a população começasse a reclamar diretamente para eles seja, ligando, visitando, mandando e-mails e tudo mais, pode apostar que o Brasil não seria a referência em corrupção que é hoje e, com certeza, isso aqui estaria menos pior.</p>
<p>Mas ainda acredito que tudo vai mudar um dia.</p>
<p>E tenho dito.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lua Caxumbado ou Os efeitos de uma doença infantil em um cara adulto</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 17:48:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bonilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Raiva]]></category>
		<category><![CDATA[Vergonha]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Caxumba]]></category>
		<category><![CDATA[Doença]]></category>
		<category><![CDATA[Repouso]]></category>
		<category><![CDATA[Revolta]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que resolvi mudar o Lua para sua atual configuração, que não ficava tanto tempo sem postar. A culpa, para quem ainda não sabe, é do vírus da família Paramyxoviridae, gênero Rubulavírus, também conhecido como vírus da Caxumba. Não fiquei assim, mas é só para se ter uma idéia Pois é, peguei uma doença de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que resolvi mudar o Lua para sua atual configuração, que não ficava tanto tempo sem postar.</p>
<p style="text-align: left;">A culpa, para quem ainda não sabe, é do vírus da família Paramyxoviridae, gênero Rubulavírus, também conhecido como vírus da Caxumba.<br />
<a href="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/09/caxumba3.png"><img class="size-medium wp-image-862 aligncenter" title="caxumba3" src="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/09/caxumba3-300x206.png" alt="" width="300" height="206" /></a></p>
<p style="text-align: center; "><a href="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/09/caxumba3.png"></a><small>Não fiquei assim, mas é só para se ter uma idéia</small></p>
<p>Pois é, peguei uma doença de criança de 6 anos, aos 26, do meu irmão (que tem 23) e fui condenado a 5 dias de prisão domiciliar.</p>
<p>Como resultado, fui obrigado a abandonar um projeto importante, a coluna do AoE não foi para o ar, e fui proibido de fazer qualquer coisa que remetesse ao mínimo esforço.</p>
<p>Sem contar as piadinhas sem graça e os pedidos de foto do meu rosto inchado que tenho que aturar.</p>
<p>Minha mãe veio em meu socorro, mas como contrapartida, sou obrigado a agüentar Bruno e Marrone, Alcione, Zeca Pagodinho e outras coisas que amo, demais, de paixão.</p>
<p>Talvez por isso não tenha melhorado tanto assim.</p>
<p>Nos últimos dias a febre apertou, dores de cabeça apareceram e um suadouro FDP atacou. Acredito que seja uma reação do modafóca para deixá-lo em paz.</p>
<p>Ou não.</p>
<p>Normalmente, quando fico talhado de fazer várias coisas, costumo desobedecer qualquer tipo de ordem, mas, como essa doença tem uma conseqüência meio grave quando você não segue as orientações médicas de repouso absoluto, é melhor eu continuar quietinho no meu canto e agüentar mais alguns dias nessa inércia total.</p>
<p>Mas não me abandonem, ainda estou por aqui.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fim de semana em São Paulo (Blogcamp-SP, Passeio no Centro e Aniversário na ZL)</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 17:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bonilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida Ipiranga]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida São João]]></category>
		<category><![CDATA[Black Sabbath]]></category>
		<category><![CDATA[Blogcamp-SP]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de SP]]></category>
		<category><![CDATA[Largo do Arouche]]></category>
		<category><![CDATA[Os Simpsons]]></category>
		<category><![CDATA[Praça da República]]></category>

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		<description><![CDATA[Fim de semana chocho esse. Aliás, virou mania de São Pedro de mandar chuva no sábado. Nada contra, mas poderia continuar nos dias seguintes. O céu azul lá fora está dando muita raiva, principalmente por ser segunda-feira. Enfim, era para ser um bom fim de semana, principalmente por conta do Blogcamp-SP, maior encontro de blogueiros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fim de semana chocho esse.</p>
<p>Aliás, virou mania de São Pedro de mandar chuva no sábado. Nada contra, mas poderia continuar nos dias seguintes. O céu azul lá fora está dando muita raiva, principalmente por ser segunda-feira.</p>
<p>Enfim, era para ser um bom fim de semana, principalmente por conta do Blogcamp-SP, maior encontro de blogueiros do Brasil, mas, como o bonitão aqui, infelizmente, teve que trabalhar off-line no dia da inscrição durante 12 horas (as únicas no ano até agora) perdi a chance de me inscrever.</p>
<p>Até pensei em ir na cara e na coragem para tentar entrar, mas, por sorte (ou azar) resolvi olhar o site do evento e vi que haveriam seguranças com ordens para liberar a entrada somente dos inscritos. Alegou-se que o motivo era por conta do roubo do projetor, que ocorreu no ano passado, mas estava meio na cara que era para barrar quem não estivesse inscrito.</p>
<p>Infelizmente, são as regras do jogo.</p>
<p>Acabei acompanhando o evento pelo streaming do <a href="http://blogblogs.com.br/blogs/view/179620" target="_blank">Blogblogs </a>e, pelos comentários, o evento bombou no sábado, despertando minha tristeza (e inveja) de não ter participado.</p>
<p>Depois de milhares de ligações, acabei descolando um aniversário da irmã de um amigo meu na Zona Leste, aliás, bem Leste. Coisa simples, das que mais adoro. Poucas pessoas, muita cerveja, comida e bate-papo, principalmente pelo tempo que não falava com todos.</p>
<p>A diversão está sempre nas coisas simples.</p>
<p>Domingo, meio de ressaca, acordei tarde. Resolvi dar uma olhada e ver quais as discussões rolavam no Blogcamp. Reparei que muitos diziam que o evento estava vazio e outros não iriam. Depois vi que o <a href="http://digoreis.net/" target="_blank">Milhouse </a>havia mandado uma mensagem para ir ao evento, pois apesar de vazio, estava legal.</p>
<p>O tempo que levei para me arrumar foi o suficiente para ligar para o amigo, perguntando como estava o evento, e ele dizer que já tinha ido embora, pois às 16 horas já não havia mais nada para se discutir e que tudo tinha acabado.</p>
<p>Fica a dica para inscrições para cada dia de evento. Mais gente poderia aproveitar e desfrutar das informações do encontro.</p>
<p>Para não perder a viagem, resolvi dar uma volta pelo Centro, num frio de rachar espinha. Dei uma volta pela São João, andei pela Ipiranga, parei na República e comprei uns DVDs (genéricos, claro), cortei a Praça, subi pelo Largo do Arouche (esqueci os encontros que rolavam lá e levei umas 5 cantadas, nenhuma correspondidas, óbvio), corri dali até a São João e voltei, já de noite, ao Largo Santa Cecília.</p>
<p>Ainda passei pelo mercado, para comprar a ‘janta’ (salsicha, pão e coca). Preparei tudo, entrei embaixo das cobertas e fiquei aproveitando o DVD do Sabbath, os filmes do Telecine (Simpsons, Todo Mundo em Pânico 3 e Estrada para Perdição) ainda deu tempo de ver o fim do filme Xeque-Mate, na Record.</p>
<p>Depois disso tudo, o jeito foi dormir e colocar esse fim de semana na lista dos esquecíveis.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Aventuras e desventuras em Brasília</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Aug 2008 01:36:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bonilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Diversão]]></category>
		<category><![CDATA[Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[Trapalhadas]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Catedral de Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Esplanada dos Ministérios]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Niemayer]]></category>
		<category><![CDATA[Palácio da Alvorada]]></category>
		<category><![CDATA[Palácio do Itamaraty]]></category>
		<category><![CDATA[Palácio do Planalto]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte JK]]></category>
		<category><![CDATA[Senado Federal]]></category>

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		<description><![CDATA[Brasília Definitivamente, Brasília é melhor que Recife. Sei que meus amigos nordestinos vão ficar meio putos comigo, mas é verdade. Hoje, para minha sorte e espantando a zica que dizem que me ronda, finalmente consegui conhecer uma cidade e, para minha felicidade, com sol, tempo bom e com tudo funcionando. Cidade planejada e foto sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Brasília</em></p>
<p>Definitivamente, Brasília é melhor que Recife.</p>
<p>Sei que meus amigos nordestinos vão ficar meio putos comigo, mas é verdade.</p>
<p>Hoje, para minha sorte e espantando a zica que dizem que me ronda, finalmente consegui conhecer uma cidade e, para minha felicidade, com sol, tempo bom e com tudo funcionando.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09345.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-789 aligncenter" title="dsc09345" src="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09345-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><small>Cidade planejada e foto sem mostrar nada</small></p>
<p>O único porém é a secura da cidade. Aqui é muito seco e rapidinho a garganta seca, os lábios racham e o nariz irrita. Nada que água e idas constantes no banheiro não resolvam.</p>
<p>Mas vamos ao que interessa: falar sobre a capital do país.</p>
<p><span id="more-788"></span></p>
<p>Não vou falar como a cidade foi fundada e virou capital do país. Isso vocês viram na escola e na minissérie da Globo (se não viu, ainda dá tempo de se matricular, nunca é tarde para aprender e já existe o EJA e minissérie em DVD).</p>
<p>Vou dizer como é interessante fazer turismo num lugar que, teoricamente, não tem nada para se ver.</p>
<p>A manhã começou bem divertida, por causa de outros dois integrantes do bando acabei perdendo a van do hotel que levaria para o memorial JK, onde o <span style="text-decoration: line-through;">José Wilker </span>Juscelino <span style="text-decoration: line-through;">Kubithéque</span> <span style="text-decoration: line-through;">Kubitesced</span> Kubitschek está sepultado.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09353.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-790 aligncenter" title="dsc09353" src="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09353-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><small>Biblioteca Nacional<br />
</small></p>
<p>Saímos andando do hotel ligando para as atrizes que estão com a gente para saber se a van estava longe, por causa de uma brincadeira do mané que ligou, a dita cuja foi embora sem a gente. Um ônibus vinha em seguida e, sem fazer a mínima noção do destino dele, subimos no dito cujo e embarcamos sem destino definido.</p>
<p>No caminho, tomamos uma ducha de um doido que molhava o gramado seco, ainda bem que era só água, senão o passeio acabava ali. Para nossa sorte, o ônibus rumou para o centro de Brasília nos deixando na rodoviária. Lá <span style="text-decoration: line-through;">escalamos</span> andamos até uma ponte e demos uma passada no Pátio Nacional. Um dos três shoppings da cidade.</p>
<p>Aliás, tudo aqui é nome óbvio. Nacional, Brasil, Capital, Presidente e por aí vai.</p>
<p>Depois de resolver umas pendengas no shopping, começamos nosso tour CVC.</p>
<p>Como boas pessoas cultas, na primeira fase da excursão fomos à Biblioteca Nacional, Museu Nacional, Catedral de Brasília e o Palácio do Itamaraty. Visitar para valer só a Catedral, pois não estávamos com saco de entrar e ver livros, esculturas ou seja lá o que significasse algumas artes que dizem que têm por lá.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09382.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-791 aligncenter" title="dsc09382" src="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09382-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><small>Catedral de Brasília (juro que São João faz o sinal de &#8216;Vida Longa e Próspera&#8217;<br />
</small></p>
<p>Ao sair da Catedral, vi uma barraquinha vendendo lembrancinhas da cidade. Fiquei besta com a qualidade das miniaturas dos principais monumentos da cidade. Não eram aquelas coisinhas que vendem em todas as praias brasileiras, só mudando o nome do lugar. Era tudo feito em pedra (ou algo que lembre) e bem acabado. Comprei tudo, só esqueci da Ponte JK (sim, outro nome comum por aqui, criatividade não é o forte dos brasilienses), mas vou ver se <span style="text-decoration: line-through;">roubo</span> pego uma que tem no lobby do hotel.</p>
<p>Falando em ponte, na ponte curva do museu encontramos nossas amigas que haviam nos abandonado e ido para o Memorial do JK – que ficava a léguas de distância dali e que, por motivos óbvios, não visitamos. Nos juntamos e seguimos para a segunda parte do passeio.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09435.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-792 aligncenter" title="dsc09435" src="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09435-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><small>Lembrancinhas da Capital<br />
</small></p>
<p>Antes, uma observação. Tudo na cidade tem coisas do Oscar Niemeyer, cada esquina (?) tem uma escultura, prédio ou monumento do arquiteto. Sinceramente não curto muito, há coisas legais, mas o excesso de curvas e espaço e a falta de vegetação interagindo com o ambiente deixa tudo seco (rá) e clean demais.</p>
<p>Voltando ao tour.</p>
<p>Seguimos para o Congresso Nacional, a visita mais óbvia de todas e, ao ver o gramado que dá acesso à entrada da casa de <span style="text-decoration: line-through;">roubalheira</span> leis, tive a brilhante idéia de dar um mosh naquela relva verde esvoaçante. Claro que me dei mal e, ainda por cima, fotografaram tudo. Sujei toda a calça, fiquei com alergia do gramado e dei uma leve ralada no braço. Apesar de ridículo, foi engraçado.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09408.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-793 aligncenter" title="dsc09408" src="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09408-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><small>Leia a placa<br />
</small></p>
<p>Quando chegamos ao Congresso, os dois amigos foram barrados na entrada por estarem de bermuda. Mesmo afirmando que uma magrela com uma saia curtíssima havia entrado, foram voto vencido e ficaram do lado de fora.</p>
<p>Eu, com a minha calça toda suja de lama, entrei. Acho que, por já estarem bem acostumados com a lama, deixaram barato.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09433.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-794 aligncenter" title="dsc09433" src="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09433-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><small>Não, não vou mostrar a seqüência<br />
</small></p>
<p>A visita era guiada. Uma camaronesa (??) explicou algumas curiosidades do Congresso.</p>
<p>Ela explicou que os salões são identificados pela cor do chão. O Salão Negro, da entrada, tem uma linha imaginária que divide a Câmara e o Senado. Lá acontece de tudo, velório, recepção com tapete vermelho para autoridades de fora, protesto, quebra-pau, entre outras coisas. Tudo que imaginar rola por lá.</p>
<p>Subimos para o Salão Verde (cor do tapete), onde uns jornalistas <span style="text-decoration: line-through;">dormiam</span> aguardavam algum deputado para <span style="text-decoration: line-through;">colocar na parede</span> entrevistar. Lá, nossa guia explicou que homens só entrariam lá de terno, como nenhum estava a rigor, as mulheres se solidarizaram e ninguém foi para aquele lado. Mudamos de lado e a camaronesa seguiu até a maquete do Congresso para mais curiosidades e coisas interessantes sobre o congresso. Aliás, as que mais gostei.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09415.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-795 aligncenter" title="dsc09415" src="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09415-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><small>Antes de fazer a bobagem<br />
</small></p>
<p>Ela contou que o Congresso possui vários anexos para atender às <span style="text-decoration: line-through;">maracutais</span> necessidades dos parlamentares, que há uma passagem subterrânea para acessar esses anexos e que o vão do prédio divide a cidade e que não pode existir outro prédio maior que o congresso, sendo o mínimo de 28 andares para novas construções (juro que vi um maior) pois o céu tem que estar “limpo”. Ficou estranho, mas foi o que ela disse.</p>
<p>As melhores foram os esclarecimentos sobre os pratos do Congresso e a história dele ter o formato de um H, significar Humanidade.</p>
<p>Ela falou que o Niemayer disse que aquilo não significa <span style="text-decoration: line-through;">porra nenhuma</span> nada. No caso dos pratos, foi uma idéia que ele teve para deixar tudo mais bonito (???). Já, o H, a ponte que existe entre eles é para facilitar a vida do pessoal que precisa ir de um prédio para o outro sem tem que ir até o térreo e subir tudo de novo na outra Casa.</p>
<p>Um fanfarrão esse Niemayer!</p>
<p>Depois dessa breve explicação elucidativa, fomos liberados para ver as sessões que rolavam naquele horário.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09428.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-796 aligncenter" title="dsc09428" src="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09428-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><small>De bermuda não entra e não adianta chorar</small></p>
<p>Nada de surpresas.</p>
<p>Na Câmara, dos 513 deputados, haviam 7 “trabalhando” discutindo algo que, provavelmente, não tinha a menor importância. Ficamos uns cinco minutos e saímos.</p>
<p>Fomos para o Senado e lá a porcentagem era maior. Dos 81, 37 estavam na casa, mas apenas uns 8 no salão.</p>
<p>Se eles representam o povo, deveriam trabalhar que nem o povo e serem obrigados a estar sempre presentes e no horário certo. Se pudesse, tirava foto de tudo, mas não podia entrar com nada nas tribunas.</p>
<p>Confirmamos que, realmente, ninguém trabalha nessa joça e fomos embora. Nossos amigos estavam lá de saco cheio de esperar e nos xingaram.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09426.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-797 aligncenter" title="dsc09426" src="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/08/dsc09426-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><small>Seguindo para o Congresso<br />
</small></p>
<p>Procuramos um táxi grande e, após selecionar alguns, avistamos uma Zafira que cabia todo mundo, esperamos a tiazinha levar um Zé ruela qualquer no Congresso e voltamos para o Hotel.</p>
<p>Sério, achei Brasília uma puta cidade. O que estraga é o tempo seco. O povo daqui (e a mulherada) é uma mistura do Brasil inteiro sem um consenso geral de beleza ou feiúra. Acredito que de cada 10 pessoas, oito ou nove sejam funcionários públicos. Não sei se moraria aqui, mas com certeza, se passasse em um concurso, viria sem pestanejar.</p>
<p>Melhor lugar que visitei, nessas viagens, até agora.</p>
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