Blog do Lua

O mundo pelo ponto de vista do Bonilha

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Vinte e oito!

E cheguei aos 28! Mais um ano se passou, mais um ano se foi.

Engraçado, apesar de não ter a euforia dos aniversários da infância, os quais aguardava com ansiedade por conta dos presentes que ganharia, ou a expectativa dos aniversários da adolescência – onde esperava para ver onde iria, como iria e com quem iria comemorar – sinto que os anos passam e continuo ainda o mesmo cara com sonhos e lenha para queimar.

Se eu vejo meus amigos que cresceram comigo ou estudei junto, todos com a mesma faixa etária, noto que a maioria já casou, têm filhos ou entrou de cabeça no chamado mundo de responsabilidades, ‘morrendo’ e vivendo pelo filho (o que acho certo), pela mulher (mais ou menos) ou pelo trabalho (discordo totalmente). Deixando a vida deles de lado e, de vez em nunca, tomando uma cerveja na própria casa, com hora para chegar e sair de casa. Sem antes de precisar de uma autorização expressa.

Não estou criticando, aliás, de alguns desses amigos, acho bacana, já que estão felizes assim, até mais do que na época que eram solteiros, vagabundos e desimpedidos. Só acho que para mim ainda está cedo e que não tolero ver aquela ‘tia’ chata ou até meu próprio pai cobrando o netinho, o casamento a noite de casais, ou qualquer coisa parecida.

28! Metade de 14, praticamente duas adolescências, ou seja, duas vezes mais juventude para aproveitar, curtir, sonhar…

Se meu período de 27 foi da reestruturação, me ajeitando do período que fiquei na roça, seguirei o plano que fiz no começo do ano, vivendo, experimentando sensações e fazendo coisas que se ficar adiando, talvez depois, não consiga. Ir mais a estádios, andar de kart, jogar futebol, viajar, ver a F1 ao vivo, ir em shows, enfim, tudo dentro daquilo que, quando mais novo, sempre falava que faria e adiava sempre por conta da alegação da falta de dinheiro.

Não tenho meu emprego dos sonhos, não ganho o salário que gostaria e nem sei o que fazer para o futuro.

Só sei que acabo de completar 28 anos e estou cada vez mais o Marcos Bonilha que todos conhecem. Alegre, amigo e divertido.

Apenas um ano mais velho.

1 para 28

Para encerrar essa mini-saga dos meus 28 anos de vida, destacando as fases, momentos e coisas que me são importantes não podia deixar de citar o principal de todos: A minha Família.

Não à toa deixei por último.

Como todas as famílias, a minha não é perfeita, não lembra comercial de margarina, nunca foi à Disney, Europa, Miami ou, vá lá, no Paraguai fazer compras.

Da esquerda para direita: prima Raquel, primo Mauricinho, Tia Sônia, Daniel, Mãe Lúcia, Rafael, Vó Cida, Pai João, Mané Qualquer e Lú.

Durante minha infância era o que se podia dizer de uma família completa: mãe, pai, irmãos, cachorro, visita à casa de parentes. Uma coisa linda e o mais perto que se pode chegar de um comercial de margarina.

Já na adolescência e durante a faculdade, com constantes mudanças, problemas que já citei em post anterior, entre outras coisas, a família tomou rumos diferentes e minha mãe assumiu papel duplo, com meu pai tendo que se reencontrar. Meus irmãos e eu ajudando ambos, ou tentando pelo menos.

Na foto, difícil de achar e que @RafaelBonilha enviou depois de muita insistência, tem todos, mais a vó, uma tia, uma prima e o filho da irmã da prima na foto. Várias gerações, várias pessoas diferentes e muita história para contar. Faltou o irmão mais velho, que preferiu seguir outro caminho a fortalecer a união entre todos.

Amo demais essa família, por mais que tenha defeitos, problemas e que role mágoas às vezes. Mas se não fosse por ela nestes 28 anos, não seria o que sou hoje.

:)

2 para 28

Contar uma história resumida de 28 anos em 5 dias sem citar as paixões, é a mesma coisa que comer bolo sem açúcar, ok?

Tá, a comparação não teve nada a ver com nada, talvez porque açúcar, doce, melação, essas coisas, tenham a ver com amor e paixão, ou porque, quando escrevi estas mal traçadas linhas, tenha comido um pedaço de bolo que faltou açúcar.

Minha vida amorosa, se não me falha a memória (e olha que ela falha bastante) é daquelas coisas que mais divertem meus amigos, tamanhos absurdos e desatinos do destino que aconteceram. Basta lembrar que perdi minha adolescência inteira (ou 5 e 6 anos da minha vida) apaixonado pela mesma garota. Que nunca fiquei, diga-se de passagem.


Foto tirada há 2 anos no casamento de um amigo no melhor estilo Uommmmmmmm

Bem, a moça da foto aí em cima, pode-se dizer que é a paixão da minha vida, tantos perrengues, coisas e bons momentos que tivemos. Chega a ser engraçado duas pessoas com personalidades tão diferentes ficarem tanto tempo juntas. Ela nunca entrou no blog (engraçado isso, mas nem ligo) e se entrar, capaz de mandar tirar a foto, por motivos óbvios. Como sei que a chance disso acontecer é perto de zero, coloco essa foto para representar esse momento dos 28.

Mais uma para terminar a série, já tenho ideia do que colocar, problema é arrumar a imagem para tal. Fico na dependência do @RafaelBonilha

3 para 28

Quem diria, essa pequena saga falando um pouco sobre minha vida até que está rendendo. Pena que comecei com um dia de atraso e o mesmo fará falta no que gostaria de colocar.

Como a escassez de fotos também está atrapalhando um pouco, o jeito é se virar com o que tem. A 3 dias de completar 28 anos, destaco hoje meu lado profissional e os 4 anos de faculdade de jornalismo.


Faltou o Vagner aí

Ah, o jornalismo…

Bem, nada de lamúrias, senão to ferrado nesse campo.

Sobre a faculdade, apesar de viver 4 anos com as mesmas pessoas, não foi aquela coisa maravilhosa e inesquecível como foi a época de ensino fundamental e médio. Talvez porque ali a gente já tivesse que encarar o mundo com seriedade, pensando no mercado de trabalho, responsabilidades, futuro, etc. E também porque, como toda faculdade, tivesse um ou dois caga-regra que estragavam sua aula e enchia o saco o tempo todo.


Entrevista com o Chico

Mesmo assim, ali fiz dois amigos para todo sempre e amigos que, vez por outra, a gente tenta se encontrar para tomar cerveja. Pena que fique só na tentativa.

Quanto à profissão, nada de mais, entrei numa fase engraçada, não exerço para ganhar dinheiro, mas como hobby, como aqui e aqui. Situação estranha, mas adaptável e me sinto feliz assim. Acaba saindo como uma válvula de escape.

Faltam duas, nem faço ideia do que colocar, amanhã defino o 2.

4 para 28

Sim, o post está subindo além do horário que deveria, mas estava procurando fotos dessa fase da vida, mas como já disse antes, ou estão na casa da minha mãe, ou foram perdidas para todo sempre, infelizmente.

Apesar de não ter tido maiores traumas, a minha segunda infância (entre 7 e 10 anos) e adolescência (até os 17) foi um período conturbado, com mudanças constantes, problemas e doenças na família, e perdas doloridas.

Como sempre gosto de retratar o que passou de bom, gostaria de registrar os amigos do bairro em que cresci no Guarujá ou da escola do fundamental, como não tenho nenhuma foto desse tempo, segue uma que achei por acaso no Orkut, do último dia no Colegial, com a turma da Base em cima de um ponto de ônibus, não faço ideia porquê.

5 para 28

Mais uma foto do arquivo para restaurar. Acho que tinha meus 5 ou 6 anos. De acordo com minha mãe, era uma peste. Ainda mais com ciúmes dos meus irmãos recém-nascidos.

Na real, sentia falta de ser bajulado, mimado, essas coisas, afinal, tudo que era comprado na época era para mim. Dividir por 3 não parece ser o melhor dos paraísos para uma criança. E olha que nem tinha muita coisa, afinal, o brinquedo top que tinha na época e que gostava muito, era um autorama Nelson Piquet. Da época que ele corria na Brabham ainda.

Saudades dessa época, não tinha responsabilidades, não estudava para nada, era egoísta sem dever nada para ninguém, amava um cachorro que até hoje sinto falta, e minha única preocupação era qual brinquedo pedir no Dia das Crianças, Aniversário e Natal.

Tempo que não volta mais.

6 para 28

Olá, cof, cof, cof. Tudo empoeirado por aqui, cof, cof, cof.

Bem, estou tentando recuperar este espaço e tentando me disciplinar para ter, pelo menos, um post por semana, enquanto não consigo, vou começar uma série que já começa atrasada, pois era para ter começado ontem.

Como alguns que me conhecem sabem, semana que vem completo 28 anos e, apesar de não ter nada de especial para dizer, ou algo de excepcional para fazer, decidi, nos próximos dias, postar algumas fotos contando a história da minha vida, com alguns momentos marcantes. Série meio egocêntrica, sem nada a acrescentar e que serve como curiosidade sobre minha pessoa.

Por falta de fotos, não poderei colocar as imagens que gostaria, já que a maioria está na casa da minha mãe ou se estragaram. Esta, que ilustra o post, é de um álbum separado para restauração, como ainda não deu tempo de enviar para a fotótica, vai assim mesmo.

Para começar, uma foto pouco depois de vir ao mundo, óbvio. Para variar, era o bebê mais lindo do mundo, como todos os bebês do mundo. Os olhos eram verdes que lembravam bolinhas de gude, ou seja, como podem ver, já fui bonito, fofo e disputado a tapa pela mulherada para me agarrar e beijar.

Olhando assim, todas tinham razão, não?

Melhor show de todos os tempos – Metallica

Sábado, 30 de janeiro de 2010, saímos, meu irmão e eu, com destino ao estádio Cícero Pompeu de Toledo, vulgo maior do mundo, vulgo Morumbi.

Não fomos ver mais um show do São Paulo Futebol Clube, mais uma apresentação de gala de Rogério Ceni e companhia no Tricolor mais lindo do planeta.

Com o perdão do exagero dos superlativos e elogios, fomos ver Kirk Hammett arrebentar em riffs clássicos e arrepiantes, Lars Ulrich destruindo sua bateria, Robert Trujillo com uma competência respeitável no baixo e um carisma impressionante e, claro, James Hetfield com aquele vozeirão característico e também mandando bem na guitarra. Sim, fomos ver o Metallica.


Foto: Leonardo Soares/AE

Depois de dois anos do show do Iron Maiden – o melhor de todos os tempos até então – e uma fracassada tentativa de tentar ver o AC/DC, finalmente conseguia voltar a ver um mega show de rock, e de uma das minhas bandas preferidas. Apesar da ausência do irmão do meio, e do primo quase irmão. Daniel, apesar de ser o que tenho menor afinidade, já que é o caçula da família, foi uma ótima companhia.

Logo que chegamos ao Morumbi, o clima com todo aquele povo, devidamente trajado de preto, se encaminhando para o show, foi tomando conta de nós. Por coincidência, estava com a mesma camisa preta do show do Iron. Ao contrário da outra vez, que nos perdemos e tudo dava errado, nos encaminhamos até a arquibancada azul e rapidinho nos instalamos entre vários alucinados que estavam curtindo o show do Sepultura, mas, claro, aguardavam ansiosamente Lars e sua turma. Uns, mais exaltados, vaiavam Derek, Andreas e companhia. Ainda mais depois que Andreas provocou o estádio exaltando seu fanatismo pelo tricolor mais lindo do mundo. Óbvio que receberia vaia, mas como já esperava, deu risada e encerrou o show com Roots.


Daniel e eu, sim as fotos estão mal tiradas

Para quem acompanha o tempo e o noticiário, sabe que São Paulo está há mais de 40 dias sob intensos temporais, como os deuses do rock estavam ali, junto com os quase 70 mil apaixonados pelo som, o tempo resolveu dar um tempo, com o céu mais estrelado que eu já vi nessa cidade e uma lua cheia que também queria ver os grandes clássicos do heavy metal sendo entoados, ali naquela região sul da cidade.

Enquanto o show não começava, nós da arquibancada fazíamos um show à parte, com “Holas”, “incentivos” para a turma da pista e solidariedade com o outro para tirar fotos e filmagens. Pena que meu irmão e o cara que estava próximo a gente não saibam bater fotos com celulares, todas em que apareço estão tremidas.

Enfim, quando os refletores se apagaram, a galera começou a se empolgar, mas ainda rolava os testes de som. Minutos depois o palco se apagou, e começou a passar as cenas de “O Bom, o Feio e o Malvado” com a trilha de “The Ecstasy of Gold”, de Ennio Morricone. Era a senha para o público vir abaixo!

Logo, começaram os acordes de “Creeping Death” e James, Lars, Kirk e Trujillo começaram a fazer daquele dia 30 de janeiro a melhor noite da última semana. Logo após, Lars pergunta se “Estamos Prontos?” Óbvio que estamos e, mal deu tempo de respirar e já emendaram “For Whom The Bell Tolls”, as duas do disco “Ride the Lightning”.

Mantendo a pauleira pura e sem deixar a galera pegar ar, molhar o bico na cerveja ou parar de suar, resolveram ir além da história e voltar às origens, tocando “The Four Horsemen”, do “Kill ‘Em All” e depois “Harvester of Sorrow”, do “…And Justice For All”.

Provavelmente, por ver a galera ofegante, tocaram uma mais ‘baladinha’, “Fade To Black”. Era a primeira vez que sentia aquela emoção estranha, nunca havia visto um estádio, com quase 70 mil pessoas, cantando, em inglês, uma música de heavy metal. Foda!

Como não podiam deixar de divulgar o fodástico álbum novo, “Death Magnetic”, emendaram três sem tirar, “That Was Just Your Life”, “The End of The Line” e “The Day That Never Comes”.


Galera alucinada

Após as quatro, James pergunta para a galera se já temos o álbum e se gostamos do disco. Óbvio que sim James, toca Raul logo, vamos voltar ao show. Antes, ele agradece aos amigos do Sepultura, nossos amigos, como ele diz, e dedica a próxima música a Andreas e companhia.

Estádio vem abaixo novamente com “Sad But True”.

Mais uma vez, toca uma nova, a pauleira “Broken, Beat & Scarred” e os caras somem do palco. Tudo fica escuro. A galera tem um palpite. Começam explosões no palco, a pirotecnia e os fogos já anunciam que vem aí “One”. Outra vez sinto a inédita emoção ao ver tudo aquilo cantando em uníssono um dos maiores clássicos dos Caras. Foda, Foda!

Mal dá se recuperar de “One” e já emendam outro clássico, “Master of Puppets”. Mais uma vez sinto aquela sensação boa de estar compartilhando com alguém aquele momento, de fortalecer ainda mais a amizade com meu irmão, de novo sinto a falta dos outros dois, o irmão do meio e o primo quase irmão, e valorizo ainda mais o fato de Dani estar ali e feliz da vida.

Tocam “Blackened”, também do “… And Justice…” e, novamente, saem do palco. Galera na expectativa, um banquinho aparece no palco. “Putaquepariu, é Nothing Else Matters!”, grito para meu irmão. Ele questiona “Será?”. E aparece James com um violão entoando os acordes da minha música predileta. Naquele momento, senti as lágrimas virem enquanto cantava, segurei bem, afinal estava num show de metal e pegaria muito mal chorar no meio de um monte de marmanjo, então olho ao lado e vejo uns dois, três, quatro cabeludos abraçados, cantando e com brilho nos olhos. Quase, mas segurei, naquele momento Nada Mais Importava.

Mais uma pausa e o telão focaliza James “Caralho, é Enter Sandman agora”. O telão focaliza a paleta de James, que a vira, com todo o público já matando a charada. Começa o riff mais famoso da banda, e, mais uma vez, o estádio inteirinho cantando junto com a banda. Foda, Foda, Foda!!!

Eles saem do palco e a galera aguarda o retorno, pois sabem que ainda não é o fim, Kirk retorna e começa um solo animal, é o momento dele, do guitarrista, ele e o público com as almas interligadas em apenas um som. Ele termina e os outros retornam, James anuncia que tocará um cover que os influenciou, para minha surpresa e satisfação, eles tocam “Stone Cold Crazy”, do Queen. Melhor show de todos os tempos.


Fim do show

Emendam “Motorbreath”, também do segundo disco e encerram com outro clássico, também comum nos encerramentos do show. A galera já entoava as três palavras, quando James pediu para ligar os refletores, pois passamos a noite vendo os feiosos e que era a vez deles verem a gente. Searchiiiiiiiiing ‘Seek and Destroy’, encerra mais uma noite histórica. Mais um show fantástico e mais uma ocasião para dizer que minha família é foda.

Valeu, Lars, James, Kirk e Trujillo, até a próxima.

Aguardemos o próximo. Espero que em breve.

Ps: Depois coloco algumas fotos e edito o que falta.

Aqui tem algumas.

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