<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Lua &#187; Conto</title>
	<atom:link href="http://www.blogdolua.com/tag/conto/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.blogdolua.com</link>
	<description>O mundo pelo ponto de vista do Bonilha</description>
	<lastBuildDate>Mon, 23 Aug 2010 02:41:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Encontro no aeroporto</title>
		<link>http://www.blogdolua.com/2008/09/encontro-no-aeroporto/</link>
		<comments>http://www.blogdolua.com/2008/09/encontro-no-aeroporto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 17:40:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bonilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Outros autores]]></category>
		<category><![CDATA[Aeroporto]]></category>
		<category><![CDATA[Almoço]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Paixão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdolua.com/?p=823</guid>
		<description><![CDATA[Por Nara Abdallah No caminho para São Paulo, dentro daquele avião frio, muitas questões e poucas respostas. A angústia, que já era companheira freqüente daqueles últimos dias, resolveu se hospedar de vez. Era como se tudo que eu tivesse imaginado, não estivesse mais em minhas mãos, e de fato não estava. A sensação de não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Nara Abdallah</em></p>
<p>No caminho para São Paulo, dentro daquele avião frio, muitas questões e poucas respostas.</p>
<p>A angústia, que já era companheira freqüente daqueles últimos dias, resolveu se hospedar de vez. Era como se tudo que eu tivesse imaginado, não estivesse mais em minhas mãos, e de fato não estava. A sensação de não ter o que fazer naquele momento confortou-me. Simplesmente tinha que ficar ali, esperando e acreditando em tudo que senti e pensei e, ao mesmo tempo, tentava me manter distante.</p>
<p>Essas duas sensações ambíguas tomaram conta do meu corpo no caminho para casa. O trajeto era curto, aproximadamente 45 minutos de vôo.</p>
<p>Desci do avião e caminhei até a esteira das malas, o tempo demorava a passar. Na hora que efetivamente sai tentei não pensar em nada, mas foi em vão, deixei o corpo ficar como queria.</p>
<p>Avistei você, vindo em minha direção, com uma expressão que refletia aquela semana inteira que passamos, sem sentido, o seu olhar estava parado, nervoso e ansioso.</p>
<p>E eu? Confusa, tensa, um pouco distante, mas feliz de te ver ali, é como se sua presença validasse o que eu sentia.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/09/casal.jpg"><img class="size-medium wp-image-824 aligncenter" title="casal apaixonado" src="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/09/casal-300x189.jpg" alt="" width="300" height="189" /></a></p>
<p><span id="more-823"></span></p>
<p>A princípio, nenhuma palavra. O silêncio, simplesmente o silêncio. Depois, algumas banalidades, todas camuflando as questões que ainda viriam à tona. O que fazer com aquele pacote de sensações que estavam em mim? Tinham sido alimentadas e validadas. Passar por cima de tudo? Sim, era necessário ouvir. Ouvir o que você tinha a dizer com a cabeça limpa e o coração aberto, porque só daquela forma aquela distância a não visível e a de fato seriam transpostas.</p>
<p>Porque o corpo sempre reage, é motivado pelas sensações que alimentamos.</p>
<p>-	O que vamos fazer?<br />
-	Vamos almoçar.</p>
<p>Tanta coisa a ser dita, tanta coisa por dizer.</p>
<p>No caminho, o entorno ficou apagado, não existia nenhum outro contexto, só aquele.</p>
<p>Sentamos, pedimos o almoço, que ficou esfriando em cima da mesa.</p>
<p>Ali, olhando a sua expressão, vendo seus olhos, era nítido, era tão vivo aquele sentimento, aquela doçura, o que planejamos sem dizer, cada um com a sua história, tentando reconstruir uma outra.</p>
<p>Não foi difícil passar por cima de tudo, porque a tranqüilidade que desenrolou nasceu do coração e isso trilhava as condutas de uma forma quase abençoada e perdoada.</p>
<p>Depois daquele momento, de tantas teorias, palavras, amarguras, verdades e sentimentos, existia apenas um querer que movia: a vontade de estarmos juntos. Ninguém estava ali querendo ganhar, medir força, os dois disponíveis para viver o que o coração estava propondo.</p>
<p>Era como se nós dois estivéssemos dedicados a uma causa maior e mais bonita.</p>
<p>Uma relação sem precedentes, traduzida em companheirismo, parceria, dedicação e comprometimento.</p>
<p><em><small>Nara é jornalista, escritora e atrapalhada por natureza, não nessa mesma ordem. Ama o que faz e é apaixonada pela vida e, principalmente, seu filho Tomás. &#8220;Razão da minha vida&#8221;, diz ela. &#8220;Mimado&#8221;, diz eu.</small></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdolua.com/2008/09/encontro-no-aeroporto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Apostando na sorte</title>
		<link>http://www.blogdolua.com/2008/05/apostando-na-sorte/</link>
		<comments>http://www.blogdolua.com/2008/05/apostando-na-sorte/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 May 2008 21:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Bonilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Loteria]]></category>
		<category><![CDATA[Mega Sena]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdolua.com/?p=660</guid>
		<description><![CDATA[Mega Sena acumulada e ele sai para tentar a sorte e ser um novo milionário. Aproveita a hora do almoço para fazer a fézinha. Quer sair do emprego, pois acha que está sendo explorado e que está ganhando muito pouco. Além de não agüentar mais o chefe e os colegas invejosos que só querem sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/05/aposta.jpg"target="_blank"><br />
<img class="aligncenter size-medium wp-image-661" title="aposta" src="http://www.blogdolua.com/wp-content/uploads/2008/05/aposta-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Mega Sena acumulada e ele sai para tentar a sorte e ser um novo milionário.</p>
<p>Aproveita a hora do almoço para fazer a fézinha. Quer sair do emprego, pois acha que está sendo explorado e que está ganhando muito pouco. Além de não agüentar mais o chefe e os colegas invejosos que só querem sua caveira.</p>
<p>Também deseja sair de casa. Não tolera mais a mãe dizendo que não presta para nada e nem o pai falando que se seguisse sua carreira primorosa na repartição pública, não estaria na merda que está hoje. Como se gostasse de burocracia e de agüentar alguém que não prestou concurso público, mas puxou o saco das pessoas certas.</p>
<p>Sempre engoliu tudo calado.</p>
<p>São mais de 22 milhões em jogo e ele tem certeza que ganhará.</p>
<p>Chega na lotérica e estranha a falta de movimento.</p>
<p>-	Cadê todo mundo? – diz sorrindo para a simpática moça do balcão.<br />
-	É, né. Estranho, mas graças a Deus não tem ninguém. Dá muito trabalho quando está acumulado.<br />
-	Hehehe. Não sei porque, pois esse prêmio é meu.<br />
-	Todos dizem isso. – afirma ela com risinho maroto – Não quer levar um de nossos bolões?<br />
-	Para que gastar a sorte e depois dividir o prêmio? Se alguém tiver que ganhar, vai ganhar sozinho, não dividindo o prêmio. Você conhece algum bolão que deu sorte? Isso é só para as lotéricas ganharem mais dinheiro.<br />
-	Tudo bem. Um “não, obrigado” e já entenderia.<br />
-	Desculpe, mas essa é minha, pode apostar.</p>
<p>Ele passa o jogo com os números 04 08 15 16 23 42 e pega seu troco.</p>
<p>-	Ei moço, se ganhar não esquece de mim. – diz com sorriso mais maroto ainda.<br />
-	Não vou esquecer, ganhando eu&#8230; aposto que você ouve essa promessa de todo mundo?<br />
-	Ahahahaha. Todo mundo mesmo.<br />
-	Bem, pegando meu prêmio eu ligo aqui e peço seus dados para depositar na sua conta, afinal, se aparecer aqui depois de ganhar o prêmio, vou virar alvo de bandidos e não vou querer essa exposição.<br />
-	Er&#8230; moço, se não ganhar, aparece ao vivo, tá.</p>
<p>Ele fica vermelho e sai da lotérica.</p>
<p>Hoje, Romualdo e Luana, estão juntos e com dois filhos. Ela ainda trabalha e ouve as mesmas promessas na lotérica. Ele não está mais no mesmo emprego de merda, trabalha como chefe de departamento em uma repartição pública e, por incrível que pareça, está feliz e se dando bem com os pais e a família.</p>
<p>Nunca ganhou na loteria.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdolua.com/2008/05/apostando-na-sorte/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
